quarta-feira, 15 de julho de 2015

Rio Nilo - Egito




Até 2008, o famoso rio Nilo (foto) era o mais extenso do mundo, segundo dados oficiais, passando por 10 países africanos de sua nascente até a foz, no mar Mediterrâneo. Hoje, o rio Amazonas, na América do Sul, é reconhecido como o maior, com 140 quilômetros a mais, dado comprovado por extensos estudos. O Egito tem sua população quase totalmente disposta às margens do Nilo, cujas cheias anuais fertilizam o solo. Foi nele que o Moisés foi depositado, ainda bebê, em um cesto, depois achado pela filha do próprio Faraó, adotado por ela e criado na corte.
O rio nasce perto da linha do Equador, da confluência de três outros rios, o Nilo Branco, o Nilo Azul e o Atbara. Seu início dá-se, portanto, no gigantesco lago Vitória, o maior da África, entre Tanzânia, Uganda e Quênia. Como o Vitória é abastecido pelo rio Kagera, alguns consideram esse último o verdadeiro ponto de partida do Nilo.
Os antigos egípcios chamavam o rio de Aur, “negro”, em alusão à terra que ficava escura em suas margens após as cheias. Após percorrer o longo caminho, suas águas, carregando todo tipo de matéria orgânica e sais minerais recolhido entre montanhas, pântanos e regiões áridas, banham o Egito, tornando o solo fértil, imprescindível ao país. Chega ao Delta do Nilo, região plana de forma triangular com 160 quilômetros (km) de comprimento e até 250 km de largura, formada pela divisão do rio em canais rumo ao Mediterrâneo.
Dádiva do Nilo
Lavrador com boi puxando arado, em pintura no túmulo de Sennedjem, servidor do reino na XIX dinastia dos faraós
O historiador Heródoto (485-420 antes de Cristo) uma vez citou que “o Egito é uma dádiva do Nilo”, pelo fato de a vida naquele reino só ser possível graças ao importante curso d’água. Anualmente, as chuvas causam um alagamento por quilômetros, para ambas as margens, causando não só a abundância de água como a de peixes e outros animais, além de muita matéria orgânica que enriquece o solo, tornando-o apropriado à agricultura. Na antiguidade, até mesmo o calendário egípcio foi elaborado a partir do início das cheias, que tornava a área fartamente navegável. Foram implantados ao longo dos rios os “nilômetros”, medidores das enchentes que orientavam a lavoura. Quando as águas baixavam deixando o solo rico, começavam as plantações. As colheitas eram realizadas antes de as inundações voltarem na temporada seguinte, tal como acontece até hoje.
Com muitas cataratas ao longo de seu curso, o Nilo também tem importantes barragens, sendo uma das mais importantes a de Assuão, construída por ingleses entre 1899 e 1902, posteriormente alargada entre 1911 e 1934. Outra foi feita logo abaixo, 8 quilômetros depois, construída pela antiga União Soviética entre 1959 e 1970.
Barco 'solarEra a principal via de acesso do Egito Antigo, como uma enorme estrada fluvial que serviu de base para a ocupação do território ribeirinho, hoje passando por importantes cidades que cresceram às suas margens, como a moderna capital, Cairo.
Sua nascente só foi identificada em 1770 pelo escocês James Bruce. Entretanto, oficialmente seu nascedouro é o Lago Vitória, resultado da expedição do explorador inglês Sir Richard-Francis Burton, acompanhado pelo colega John Hanning Speke, que batizou o maior lago africano em homenagem à rainha Vitória.
A origem de Moisés
No histórico rio – repleto de lendas e perigos reais como alguns dos maiores crocodilos do planeta em alguns trechos, além de doenças como a malária –, uma levita, nos tempos relatados no livro de Êxodo, depositou secretamente o cesto com seu bebê. Tudo começou quando o povo hebreu, escravo dos egípcios, começou a crescer e se fortalecer naquelas terras. Temendo tal crescimento, o Faraó determinou às parteiras que, ao nascerem meninas, elas fossem preservadas, mas os meninos deviam ser atirados ao Nilo. Uma descendente da tribo de Levi teve um bebê do sexo masculino, e conseguiu mantê-lo por 3 meses secretamente.
Temente a Deus, a mulher não queria ficar sem o filho. Mas, primando pela segurança da família, heroicamente cumpriu a ordem do monarca que escravizava seu povo. Mas adaptou seu cumprimento: depositou a criança no rio, porém, em um cesto impermeabilizado com betume e piche, de forma a servir como um barquinho, flutuando. A irmã do menino acompanhava de longe a diminuta embarcação improvisada, e viu o que aconteceu: logo abaixo, banhava-se no rio a filha de Faraó com suas criadas.
Vendo o cesto, a princesa ordenou às serviçais que o resgatassem, e achou o bebê. A irmã do menino se aproximou, sem se identificar. Como a filha de Faraó percebeu que a criança era dos hebreus, a irmã do garotinho sugeriu que ele fosse amamentado por uma hebreia. A princesa concordou, e a menina correu a chamar a mãe. Desse modo, secretamente, a ama de leite do bebê era a sua própria mãe que, inteligentemente, guiada por Deus, conseguiu ficar perto do filho, antes condenado à morte. A filha do soberano egípcio adotou a criança, batizando-a Moisés, “tirado das águas”.
Criado nos palácios do Egito, Moisés teve instrução nobre, mais tarde fugindo para o lado de seu povo original, os hebreus, sendo uma das figuras mais importantes da história, libertando sua gente do Faraó segundo as ordens de Deus e percorrendo com eles por 40 anos pelo deserto, rumo à Terra Prometida.

Rio Jordão, Israel




O rio Jordão  é um rio de grande importância religiosa que se situa na Palestina, formando o talvegue do Vale do Jordão, a fronteira natural entre Israel e a Jordânia. Jordão significa aquele que desce ou também lugar onde se desce (bebedouro). O rio desagua no mar Morto.
As suas margens, em especial no troço de montante que transporta água doce, são muito aproveitadas para agricultura, tanto do lado de Israel como do lado da Jordânia.
O povo de Israel atravessou o rio a seco segundo o Livro de Josué (cap.3)(vs.17), da Bíblia Hebraica. Também foi atravessado a seco por Elias e Eliseu.
Por intermédio de Eliseu, segundo a Bíblia Hebraica, houve dois milagres no Jordão: a cura de Naamã por ter mergulhado sete vezes no rio; e fez flutuar o ferro de um machado (II Reis 5:14 e II Reis 6:6).
De acordo com os Evangelhos, João Batista desenvolveu a sua pregação nas proximidades do Jordão, onde Jesus foi batizado e não terá sido longe daí que decorreu o período das suas tentações.
Hoje em dia é uma das maiores fontes de água de Israel.

GALILÉIA, PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES.AVI



A Multiplicação dos pães e peixes é o termo utilizado para se referir a dois diferentes milagres de Jesus.
O primeiro, também conhecido como Alimentando os 5.000 (em Mateus 14:13-21, Marcos 6:31-44, Lucas 9:10-17 e João 6:5-15). Este milagre também é conhecido como milagre dos cinco pães e dois peixes.
O segundo milagre, conhecido como Alimentando os 4.000, aparece em Marcos 8:1-9 e em Mateus 15:32-39, mas não em Lucase em João. Este milagre também é conhecido como milagre dos sete pães e o peixe.
Este milagre também é conhecido como "milagre dos cinco pães e dois peixes", dado que João reporta que cinco pequenos pães de cevada e dois peixinhos, fornecidos por um garoto, foram utilizados por Jesus para alimentar a multidão . Ele aparece nos quatro evangelhos canônicos (emMateus 14:13-21, Marcos 6:31-44, Lucas 9:10-17 e João 6:5-15).
De acordo com os evangelhos, quando Jesus ouviu que João Batista havia sido morto, ele recuou solitariamente para um local em Betsaida. A multidão seguiu Jesus a pé a partir das cidades da região. Quando Jesus desembarcou e viu a grande quantidade de gente presente, ele se compadeceu deles e curou seus doentes. Conforme a noite se aproximou, os discípulos chegaram até ele e disseram: "Este lugar é deserto e a hora é já passada; despede, pois, as multidões, para que, indo às aldeias, comprem alguma coisa para comer.". Jesus respondeu: "Não precisam ir; dai-lhes vós de comer.". Os discípulos retrucaram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes" e Jesus pediu-lhes que lhos trouxessem.
Ele então ordenou ao povo que se sentasse na grama. Tomando os cinco pães e dois peixes e olhando para o céu, ele agradeceu e partiu os pães. Então ele os deu para os discípulos e eles os deram para o povo. Todos puderam comer e se satisfizeram, sobrando ainda aos discípulos doze cestos com pedaços de pão. O número dos que comeram era cinco mil homens, além das mulheres e crianças.

TÚMULO VAZIO DE JESUS CRISTO




A expressão túmulo vazio geralmente se refere ao túmulo de Jesus, que foi encontrado vazio pelas mulherespresentes à crucificação. Elas estavam indo ao túmulo para ungir o seu corpo com especiarias, algo que tradicionalmente deveria ter sido feito pelos discípulos de Jesus. Porém, Marcos retrata as seguidoras de Jesus consistentemente demonstrando mais fé e coragem que os homens durante a Paixão.
Os evangelhos canônicos retratam o incidente com pequenas variações entre si. O corpo de Cristo teria sido depositado no túmulo após a deposição da cruz, é encontrado vazio e sem o corpo e um jovem ou anjo ali reporta às mulheres que Cristo teria ressuscitado1 . Estes relatos são a origem da crença na ressurreição de Jesus, implicitamente no evangelho de Marcos e explicitamente nos outros três.

NO VALE DE MEGIDO.



Nos tempos antigos Megido era uma importante cidade-estado. De acordo com algumas interpretações da Bíblia cristã, será neste lugar onde ocorrerá o Armagedom ou a batalha final entre as forças da luz lideradas por Jesus Cristo e as forças das trevas lideradas por Satanás ouAnti-Cristo depois do Fim dos Dias.
Megido é uma tell ("colina") feita de 26 camadas de ruinas de antigas cidades numa posição estratégica à cabeça da passagem através do Tergo de Carmel. Juntamente com Hazor e Beer-Sheba foi declarada Património Mundial da Unesco em 2005.
No Livro das Revelações da Bíblia, conta-se que antes da batalha final, os exércitos se reúnem na planície abaixo de "Har Meggido" (a colina de Meggido). Entretanto, a tradução foi mal-feita e Har Meggido foi erroneamente traduzido para Armagedom, fazendo os exércitos se reunirem na planície antes do Armagedom, a batalha final.
Poderá estar aqui a igreja cristã mais antiga do mundo (240-241 d.C).

terça-feira, 7 de julho de 2015







1o E 2o TIMÓTEO E TITO: AS CARTAS PASTORAIS 
As últimas cartas que Paulo escreveu foram as “pastorais”. Escreveu-as para seus amigos e cooperadores, Timóteo, que mandara pastorear a igreja em Éfeso (1 Tm 1.3) e Tito, em Creta (Tt 1.5). Contém conselhos, a serem seguidos por nós hoje também (1 Tm 3.14-15). Paulo estava encarcerado em Roma, quando escreveu 2o Timóteo (2 Tm 1.8, 16-17, 2.9).
O problema comum entre as igrejas de Éfeso e Creta era as falsas doutrinas. Surgiram falsos mestres ensinando uma mistura de doutrinas e práticas judaicas e pagãs: proibição do casamento, abstinência de alimentos (1 Tm 4.3), alguns afirmavam que a ressurreição já se realizou (2 Tm 2.18) e ensinos de demônios (1 Tm 4.1). Havia, ainda, muitas contendas e discussões nas igrejas (Tt 2.9-11).
Para combater as falsas doutrinas, Paulo recomenda a nomeação de oficiais qualificados, em cada igreja (Tt 1.5). É importante que o oficial nomeado seja irrepreensível (1 Tm 3.1-13, Tt 1.5-9).
No combate contra as heresias, Paulo reafirma as verdades centrais do cristianismo:
salvação pela graça, através da fé em Cristo;
vida santificada, livre do pecado;
o juízo de Deus, etc. É a chamada “sã doutrina” (1 Tm 1.15, 2.5, 2 Tm 2.11,12, Tt 2.-11-14, 3.3-8). E esta sã doutrina deve ser ensinada para o povo (2 Tm 2.2, 3.25, Tt 2.1).
O objetivo da repreensão cristã: 1 Tm 1.5
Veja as qualificações de um oficial da igreja em Tt 1.5-9.
A carta de Tito contém exortações práticas sobre serviço a patrões e senhores: Tt 2.9-10, aos jovens: Tt 2.6, ao serviço de misericórdia cristã: Tt 3.14.
2 Tm 1.6-14 é uma excelente passagem para os desanimados na fé.
2 Tm 3.16-17 expõe as virtudes das Escrituras Sagradas.

I TIMÓTEO

Timóteo Filho de Eunice, judia convertida e neto de Loide (II Tm 1.5) Listra, segunda viagem (At 16.1-5) Pastor em Éfeso Muito ligado a Paulo (II Tm 1.2,4)
 Executado por ordem de Domiciano


PRINCIPAIS ASSUNTOS DE I TIMÓTEO:

- Jovens pastores 
- A organização da Igreja 
- Os primeiros problemas 
"I Tm 3.15 Escrevo-te estas coisas ….para que fiques ciente de como se deve proceder na casa da Deus…" 


- Doutrina - I Tm1.1-20
- Culto público - 2.1-3.16
- Falsos mestres - 4.1-16
- Disciplina - 5.1-25
- Motivos pastorais - 6.1-21

II TIMÓTEO: 

- Último escrito, Perseverança na provações presentes 1.1-2.26
- Resistência nas provações futuras 3.1-4.22 



TITO 


Tito era um companheiro de Paulo, mencionado em diversas epístolas paulinas. Tito estava com Paulo e Barnabé em Antioquia e os acompanhou no Concílio de Jerusalém, embora seu nome não seja citado nos Atos dos Apóstolos. Ele está listado como um dos Setenta Discípulos.

Mais tarde, as epístolas paulinas o colocam com Paulo e Timóteo em Éfeso, de onde ele foi enviado por Paulo até Corinto, na Grécia, com o objetivo de conseguir contribuições para Igreja antiga em nome dos cristãos empobrecidos de Jerusalém . Ele se juntou à Paulo quando este estava na Macedônia e o alegrou com as notícias que trouxe de Corinto . Seu nome não é mais mencionado pelo menos até a primeira prisão de Paulo, quando ele se empenhou na organização da igreja em Creta, para onde Paulo o havia enviado com este objetivo . A última vez que ouvimos falar dele é em 2 Timóteo 4:10, quando Tito se despede de Paulo em Roma para ir à Dalmácia. O Novo Testamento não relata a sua morte.




De acordo com a tradição, Paulo ordenou Tito bispo de Gortina em Creta. Ele teria morrido em 107 d.C., com 95 anos.








Igreja em Gortya


Considerações importantes sobre a carta:


Enquanto em 1 Timóteo a mensagem é proteger a Fé (1 Timóteo 6.20), em 2 Timóteo a mensagem é pregar a Fé (2 Timóteo 4.2), em TITO a mensagem é praticar a Fé (Tito 2.14).  

Passando por Creta PAULO observara que a igreja, ali, estava desorganizada e em luta para manter o seu testemunho cristão. Paulo deixa, ali, TITO, jovem pastor, com a missão de exortar e repreender, o povo, com toda a autoridade. Tito 2.15.

Paulo, então, traz como Tema Central, do Livro de TITO, a idéia de que devemos ornar a nossa doutrina com boas obras, conforme TITO 2.10.

Quanto aos servos, que sejam, em tudo, obedientes ao seu Senhor, dando-lhe motivo de satisfação; não sejam respondões,não furtem; pelo contrário, deem prova de toda a fidelidade, a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina, de Deus, nosso Salvador – Tito 2.10.
A Necessidade de boas obras como resultado da nossa Fé é o que Paulo desejara orientar o jovem Pastor TITO.

Nos três Capítulos de TITO, a necessidade de se Ornar a Doutrina com Boas Obras está presente.
No CAPÍTULO 1, de TITO, Paulo trata do ORNAMENTO DA DOUTRINA na IGREJA. Creta possuía uma característica que não podia se repetir na Igreja, ali, qual seja, a KRETIZEN (mentirosos e enganadores) era a marca dos cretenses (Tito 1.12,13).
No CAPÍTULO 1, de TITO, Paulo trata do ORNAMENTO DA DOUTRINA na IGREJA. E, para tanto, é necessário que os Líderes SANTOS (Tito 1.1-8) sobressaiam sobre os Líderes Ímpios (Tito 1.9-16).
No CAPÍTULO 1, PAULO exorta a Igreja (e TITO) a só elegerem Líderes que fossem verdadeiros servos do Senhor, ou seja, deviam rejeitar aqueles que negam a Cristo por suas obras, pois são reprovados para toda boa obra – Tito 1.16.

No CAPÍTULO 1, ainda, Paulo orienta que devemos ornar a doutrina com boas obras começando na Igreja. Ali Paulo diz que, no tocante a Deus, professam conhecê-lo, entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra. Tito 1.16.

No CAPÍTULO 2, de TITO, Paulo trata do ORNAMENTO DA DOUTRINA no LAR. Os Idosos (Tito 2.1-3), os Jovens (Tito 2.4-6), o próprio Tito, os Servos (Tito 2.9- 10) e, ainda, os Incentivos (em Tito 2.11- 15).
No CAPÍTULO 2, de TITO, Paulo trata do ORNAMENTO DA DOUTRINA no LAR. E, apesar disso (ornamento no Lar), traz três incentivos básicos, a saber: o primeiro, o Senhor Deus se manifestou na carne para nos salvar (o passado – Tito 2.11); o segundo, o Espírito Santo, ativo, educa-nos para que, regenerados, deixemos a impiedade e as paixões humanas (o presente – Tito 2.12) e, o terceiro, que Cristo voltará para manifestar a sua glória (o futuro – Tito 2.13).
No CAPÍTULO 2, PAULO exorta a Igreja (e TITO) a se tornarem um (Tito 2.7-8) referencial de boas obras e a ensinarem os irmãos a se tornarem um povo zeloso de boas obras – Tito 2.14.

No CAPÍTULO 2, ainda, PAULO começa apresentando sua atenção ao lar, ou seja, os relacionamentos, no lar, quais sejam, homens idosos, mulheres idosas, mulheres, maridos, filhos e moços, chegando se preocupar com a linguagem sadia e irrepreensível – Tito 2.7-8.

No CAPÍTULO 2, PAULO apresenta a Graça Salvadora, do Senhor, a fim de que vivamos o presente século de forma sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus.

No CAPÍTULO 3, de TITO, Paulo trata do ORNAMENTO DA DOUTRINA no MUNDO. De preparados para toda boa obra (Tito 3.1-7), passando pela procura de Oportunidades (Tito 3.8-10) e aprendendo a aplicar-se às boas obras (Tito 3.12-15).
No CAPÍTULO 3, PAULO apresenta o relacionamento da Igreja com o Mundo e, ali, dá ordens específicas sobre nossa maneira de viver com os falsos mestres, com os descrentes e com o governo.
No CAPÍTULO 3, PAULO apresenta 3 situações em que os crentes foram estimulados a demonstrarem Fé através das Boas Obras.

Estejam prontos para toda boa obra – TITO 3.1....Sejam solícitos na prática de boas obras – TITO 3.8....Aprendam também a distinguir-se nas boas obras – TITO 3.14.
TIAGO orienta-nos que, quando Abraão oferecera seu filho Isaque a FÉ cooperou com as suas obras, e que pelas obras a FÈ foi aperfeiçoada e, ainda, para ele, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a Fé sem obras é morta. Tiago 2.22.26.
 MEDITAÇÃO FINAL – Paulo orientou a Tito assim, Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras – Tito 3.8. 

A paz do Senhor Jesus!
3º TRIMESTRE DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - 2015



O currículo de Escola Dominical CPAD é um aprendizado que acompanha toda a família. A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus. Neste 3º trimestre de 2015, estudaremos: As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais.
Comentário das lições será feito por:Pastor Elinaldo Renovato de Lima






Sumário:

Lição 1-Uma Mensagem à Igreja Local e à Liderança
Lição 2-O Evangelho da Graça
Lição 3- Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs
Lição 4- Pastores e Diáconos
Lição 5- Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério
Lição 6- Conselhos Gerais
Lição 7- Eu Sei em Quem Tenho Crido
Lição 8- Aprovados por Deus em Cristo Jesus
Lição 9- A Corrupção dos Últimos Dias
Lição 10- O Líder Diante da Chegada da Morte
Lição 11- A Organização de Uma Igreja Local
Lição 12- Exortações Gerais
Lição 13- A Manifestação da Graça da Salvação

terça-feira, 30 de junho de 2015

 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DO MESTRE DOS MESTRES
Por que Jesus é chamado de Mestre dos mestres? Porque Ele tinha as características de um bom professor (foi melhor mestre que qualquer pessoa jamais será). Seus ensinos eram superiores àqueles de todos os outros professores. Ele usava os melhores métodos e obtinha os melhores resultados. Nesta lição, examinaremos algumas das formas pelas quais Ele demonstrou as qualidades básicas de um bom professor:
 
Dentre tantas características porque Jesus é o MESTRE DOS MESTRES, podemos destacar pelo menos 5 características para servir de exemplo para sermos um melhor professor da Escola Bíblica Dominical. Vejamos!
 
1- Cristo  amava  Seus  alunos

Qual a força motivadora mais poderosa no mundo? É o amor! Homens e mulheres guerreiam por amor à pátria; dão as vidas em prol de uma causa; vão aos confins da terra para obter o amor de alguém. Embora menos dramaticamente, acontece o mesmo em sala de aula: o amor de um professor por seus alunos e pela matéria ensinada, invariavelmente, conduz a uma dedicação mais profunda à tarefa de ensinar. O amor ajuda o professor a perceber a necessidade dos alunos e a ensinar para sanar essas necessidades. Os alunos reagem ao amor de seu professor estudando mais e melhor, e vencendo mais facilmente as barreiras do aprendizado. As mentes dos alunos tornam-se mais receptivas quando há amizade e amor.
A motivação do ministério terreno de Cristo claramente foi o amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito [...]” (Jo 3.16). Sua morte expiatória pelos pecadores foi motivada pelo amor (Rm 5.8). Assim, o momento inicial e o momento final de Sua existência terrena se distinguiram por esta grande força motivadora. Mas o que dizer de Sua vida? Jesus passou grande parte de Seu ministério ensinando. A razão que O levava a isto era o amor pelos homens. Ele via as necessidades de todos ao Seu redor e compreendia como os seus caminhos os levaram a uma vida de pecado e de tristeza. Ele sabia que aquelas almas necessitavam de instrução, para que pudessem mudar através da Palavra de Deus. Durante Suas muitas viagens, Jesus ensinava às multidões que reuniam-se para O ouvir. Durante uma dessas viagens, Jesus viu uma grande multidão e “compadeceu-se deles [...] E passou a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6.34).
Figura 1.1

Há uma relação entre amor e compaixão. O amor moveu Jesus a fazer algo pelas multidões: ensiná-las – “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas” (Mt 9.3536). Ele se importava com as pessoas. Ele tinha algo novo para lhes ensinar, algo de que eles precisavam, e Ele se preocupava o suficiente para entrar em ação. O amor de fato era o que impulsionava o Mestre dos mestres ao ministério.
2- Cristo conhecia Seus alunos

Um bom professor precisa ser um estudioso da natureza humana. Compreender as necessidades dos alunos é decisivo para que o ensino atenda às expectativas dos alunos. A compreensão da natureza humana e das necessidades das pessoas nas diferentes etapas da vida ajuda a realizar esta tarefa (este assunto será estudado em profundidade na Lição 3). À medida que aguça seu discernimento da natureza humana, o professor compreenderá porque certos alunos se comportam de determinada maneira, e assim, poderá ajudá-los melhor.

Embora o conhecimento da natureza humana e dos conceitos relacionados seja valioso, é preciso ir além do nível impessoal de informação. O professor precisa familiarizar-se de modo individual e pessoal com cada aluno. Conta-se que um velho professor chinês se inclinava profundamente e reverentemente diante de seus alunos. Assim, diariamente aqueles alunos eram reverenciados pelo idoso mestre ao início de cada aula. Um dia, um aluno perguntou: “Senhor, porque se inclina em reverência diante de nós? Nós somos os seus alunos. Nós deveríamos nos inclinar diante do senhor!”. O velho homem respondeu: “Diante de mim estão os homens que mudarão o mundo, homens que edificarão o país e o governarão sabiamente. De forma que me inclino em respeito agora, pois não os poderei honrar no futuro, quando se tornarem estes homens.”. Esta seria uma maneira excelente de visualizar a tarefa educacional que temos diante de nós! Como professores, precisamos não somente nos preocupar com nossos alunos, mas também conhecê-los, reconhecendo o seu potencial.
Jesus, o Mestre dos mestres, compreendia a natureza humana melhor do que qualquer outro. Como criador, Ele compreendia o pleno potencial de cada pessoa e podia ver o que impedia cada um de alcançar esse potencial. Como o “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53.3), Ele conhecia os problemas, as frustrações, as limitações, as tentações e a aflição da raça humana. Seu ensino trouxe a cada um as boas novas do amor de Deus, da redenção, da possibilidade de uma nova vida na terra, e de uma gloriosa eternidade com Ele.
Jesus despendia bastante tempo com as pessoas a quem ensinava. Um exemplo perfeito disto são os três anos e meio de comunhão íntima que manteve com Seus discípulos. Ele também caminhava diariamente entre as pessoas nos vilarejos e cidades da Palestina. Ele as encontrava no templo e festejava com elas nas festas de casamento. Ele caminhava nas mesmas ruas e usava os mesmos barcos que elas. Elas, por sua vez, O convidavam para seus lares, comiam e falavam com Ele. Esta intensa associação com as pessoas lhe mostrava as necessidades e problemas delas. Quando Jesus entrava em contato com elas, cresciam também em amor para com Ele.
Os Evangelhos contêm muitos exemplos de indivíduos cujas vidas foram transformadas devido a esta associação próxima com Jesus. A história de Zaqueu (Lc 19.1-10) é de especial interesse. Este era um rico coletor de impostos, cujo patrimônio pessoal provavelmente havia sido adquirido de maneira questionável e que portanto era odiado pelo povo comum. Porém quando Jesus falou pessoalmente a este homem, ocorreu com ele uma mudança notável. Zaqueu, ao saber que o Mestre iria visitá-lo e à sua família, de uma vez quis demonstrar que sua vida havia sido transformada, e assim anunciou: “Resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.” (Lc 19.8). A presença de Jesus tornou possível para Zaqueu começar uma nova vida.
Nicodemos era fariseu, e um respeitado líder religioso em Israel. Certa noite, ele teve um encontro com Jesus e aprendeu do Mestre dos mestres o que significa nascer de novo (Jo 3.1-21). Uma mulher samaritana, cujo nome não é mencionado e que vivia uma vida imoral, encontrou Jesus um dia junto ao poço e foi desafiada a seguir a Deus. Muitas outras pessoas em seu vilarejo se tornaram crentes como resultado daquele encontro (Jo 4.1-42). Outra mulher de nome desconhecido apanhada em adultério encontrou perdão e uma nova vida depois de encontrar Cristo e ouvir Seu ensino (Jo 8.1-11).
O cego a quem Jesus devolveu a visão converteu-se (Jo 9.1-41). A multidão que ouviu Seu ensino sobre o reino de Deus foi alimentada tanto espiritualmente como fisicamente (Lc 9.10-17). Dez homens leprosos foram curados e aprenderam o poder da fé (Lc 17.11-19). Os próprios discípulos foram transformados pela presença e ensino daquele que não somente amava as pessoas, mas conhecia as suas necessidades.
Aqueles que vieram até Jesus com seus problemas encontraram ajuda pessoal e instrução. Ele nunca estava ocupado demais para dedicar tempo a estas pessoas. Jesus conhecia suas necessidades e as transformava. Ele pode fazer o mesmo hoje operando através de você, professor. Nossa tarefa consiste em ensinar bem nossos alunos, conhecendo-os pessoalmente e semeando em seu coração o anelo por aprender e crescer. Algum dia eles, por sua vez, usarão o que lhes ensinamos. Se suprirmos suas necessidades agora, eles poderão no futuro satisfazer as necessidades de outros.

3- Cristo conhecia Seu assunto

Nesta lição estamos descrevendo algumas qualidades que podem tornar os professores mais efetivos. Até aqui, falamos do amor (motivação) e de conhecer os alunos (qualidade pessoal). Estas características são ressaltadas no exemplo de Jesus, e pode-se afirmar que sem elas não há como preparar-se para o ministério do ensino. A característica agora discutida, o conhecimento do assunto, é tão essencial que sem ela seriamos absolutamente incapazes de ensinar! É a característica intelectual necessária ao ensino.
Em Mt 5-7 (o Sermão da Montanha), Jesus frequentemente se referia à Lei Mosaica e às tradições e costumes dos líderes religiosos. Então, Ele explicava aquilo que Deus queria que as pessoas fizessem. Leia Mt 7:28-29 e compare com Jo 7.16-17; 8.28 e 14.10. Jesus declarava publicamente que Seu ensino provinha de Deus; Ele não o estava elaborando de si mesmo.
Jesus também conhecia as Escrituras (AT). Leia Mt 22:.29 e Lc 24:27,32. Note como é importante para o professor estar bem preparado no seu assunto? Como professores cristãos, é essencial que invistamos tempo em estudo bíblico para podermos instruir melhor a outros. Jesus constantemente surpreendia aqueles que O ouviam ensinar. Alguns destes, tais como os líderes religiosos, eram invejosos e não criam Nele. Outros colocavam Nele a sua fé. Leia agora Mateus 22.33; Lc 4.36; e Jo 7.32,45-46; 8.28-30. Você verá como o conhecimento que Jesus tinha de Seu assunto (as Escrituras, o céu, Deus, o passado, o futuro e assim por diante) conferia poder e autoridade ao Seu ensino! Não é de estranhar que as pessoas se surpreendessem e pasmassem: ninguém antes tinha ensinado assim!
O professor precisa conhecer seu assunto. Como pode a escuridão produzir luz? Só se pode ensinar o que se sabe, e não pode dar a ninguém algo que você mesmo não possui. Em outras palavras, você não pode ensinar sem ter conhecimento. O professor, ao mesmo tempo, é um estudante e precisa passar pelo mesmo processo de aprendizado requerido dos alunos. Isto demanda tempo e trabalho, mas é absolutamente essencial. Jesus era Filho de Deus, no entanto as Escrituras ensinam que Ele cresceu em conhecimento e sabedoria, e Ele foi ao templo em Jerusalém na sua juventude para ouvir e fazer perguntas.
Um professor que não aprende o material que planeja ensinar simplesmente vai falhar em sua missão. Algumas vezes quando os professores fracassam em seu trabalho, dão desculpas ou até mesmo culpam os alunos por deixarem de aprender. Na verdade é a própria ignorância do professor a causa do fracasso. Para responder a acusações e perguntas mal intencionadas, Jesus frequentemente citava escrituras do AT, ou revelava Seu conhecimento intimo de Deus Pai. Se Ele não estivesse preparado, não poderia nunca ter respondido a perguntas ou tirado vantagem das situações para ensinar verdades espirituais. É curioso, mas verdadeiro, que alguns professores, quando não podem convencer um aluno, procuram confundi-lo. Jesus, pelo contrário, era claro em Suas explicações e usava ilustrações precisas, adequadas à lição que estava ensinando. Havia simplicidade em Suas expressões e uma honestidade que era evidente em Suas palavras e gestos. Lembre-se de que os alunos facilmente reconhecem um professor despreparado e que tenta cobrir suas fraquezas. Desta forma, conheça o seu assunto!
 
4- Cristo conhecia a melhor maneira para ensinar

A próxima qualidade de um bom professor (da qual Jesus é o modelo) deveria ser óbvia, mas é muitas vezes negligenciada. Tem a ver com metodologia: o professor precisa saber como ensinar! Em lições posteriores discutiremos métodos de ensino (maneiras de realizar tarefas básicas de ensino), mas agora simplesmente identificaremos cinco responsabilidades gerais que Cristo demonstrou em seu ensino.
 
4.1- Um professor guia

Os melhores professores guiam seus alunos; isto é, eles dirigem as suas atividades de aprendizagem. Quando Jesus falava por parábolas, Ele esclarecia o que estava dizendo. Ele orientava os pensamentos de seus alunos do conhecido ao desconhecido, das ocorrências familiares de sua vida diária para verdades similares no plano espiritual. Ele fazia isto através do uso de ilustrações compreensíveis. Ele também fazia perguntas às pessoas, e então as guiava até que compreendessem o que Ele estava comunicando. Ele também guiava Seus discípulos no serviço cristão prático com o intuito de prepará-los para seu futuro ministério. Eles primeiro observavam e ouviam a Jesus, depois participavam da obra, e, finalmente eram enviados por sua própria conta. De modo similar, precisamos guiar nossos alunos, ajudando-os a descobrir a verdade e aplicá-la a suas próprias vidas.
 
4.2- Um professor compartilha

Há uma diferença entre compartilhar e repartir. Compartilhar implica em dar com liberdade e com amor, enquanto que repartir é um ato mecânico e frio. Tomando isto em conta, deveria ser evidente que Jesus compartilhava. Primeiro, compartilhava a Sua vida fazendo-se constantemente disponível às pessoas. Segundo, Ele compartilhava Seu conhecimento de Deus e das verdades espirituais mediante Suas palavras, Suas ações e Suas atitudes. Terceiro, Ele compartilhava Seu poder e autoridade com Seus seguidores enviando-os a pregar o Evangelho e a realizar milagres em Seu nome.
Como professores, devemos compartilhar o nosso conhecimento dos assuntos que ensinamos. Precisamos ter cuidado para não agir como peritos que sabem tudo e que mecanicamente dispensam sabedoria e fatos determinados, mas de modo a compartilhar nossa própria experiência e conhecimentos de maneira amorosa e pessoal.
 
4.3- Um professor controla

Jesus sempre manteve o controle da situação quando ensinava. Por exemplo, certa feita, quando as pessoas se aglomeravam ao Seu redor, o que impedia que todos os presentes O ouvissem, Jesus entrou em um barco para ensinar, enquanto a multidão permanecia na margem do lago (Mt 13.1-2; Lc 5.1-3). Quando estava se preparando para alimentar uma multidão de pessoas famintas, Ele a fez assentar, dividida em grupos menores (Mc 6.39-40). Quantas vezes os inimigos tentaram interromper Seu ensino com perguntas capciosas? A cada vez, Ele não somente respondeu suas perguntas difíceis mas também usou a interrupção para ensinar alguma lição espiritual (Mt 22.34-35).
Não creia que o controle seja simplesmente uma questão de disciplina e de comportamento em classe. Um professor também precisa controlar as atividades de aprendizagem dos alunos, de forma tal que produza neles mudança e crescimento. Em outras palavras, mantenha os alunos na direção correta. Não permita desviar-se por causa de distrações. A aprendizagem é realizada de melhor forma quando o professor está seguro de seus objetivos e pode orientar os alunos com plena confiança. Lembrese do seguinte: o professor é quem controla o comportamento em classe, as atividades de aprendizagem e a situação do ensino.
 
4.4- Um professor planeja

Desde o princípio de Seu ministério, Jesus seguia um plano formado no céu, muito antes de Ele ter vindo ao mundo. Seu ensino tinha um quando, um onde e um como. Ele foi a lugares designados e fez as coisas no momento apropriado. Leia Mt 12.1; 16.21; Mc 1.14-15; e Jo 7.8. Jesus operava de acordo com um plano claramente traçado e Seus ensinos eram as palavras que Seu Pai lhe dera para realizar esse plano (Jo 7.1617). O professor também precisa seguir um plano de ensino definido. Para poder controlar a situação, é preciso saber exatamente onde se está indo e ter os objetivos claramente enfocados. Isto ajuda a planejar as atividades de aprendizagem e a orientar os alunos. Ao preparar-se para ensinar, planeje o tempo de aula, as atividades de aprendizagem a serem apresentadas, os materiais utilizados e outros tantos detalhes.

4.5- Um professor se interessa

Já falamos sobre a maneira como Jesus amava as pessoas e se interessava por seus problemas. Um professor deve ter a capacidade de fazer todas estas coisas das quais falamos (guiar, compartilhar, controlar e planejar), mas se elas forem feitas de modo frio e impessoal, não haverá o verdadeiro ensino. Para que os alunos possam aprender, devem sentir o calor e o amor genuínos de seu professor. Em uma atmosfera de interesse, a aprendizagem é melhor produzida e os alunos se desenvolvem. Seus alunos, como plantas delicadas, precisam de um manejo cuidadoso. Alguns serão fáceis de manejar, porém outros não. O professor que se interessa sinceramente poderá trabalhar com todos os tipos de alunos e poderá produzir uma mudança neles. Este estudo revela que o Mestre dos Mestres usava em Seu ensino uma mistura destes princípios fundamentais. Ainda que era o divino Filho de Deus, o Salvador, Ele usava métodos e idéias que também podemos utilizar. À medida que você se esforça para melhorar seu ministério de ensino, pode depender de Jesus para guiá-lo e capacitá-lo a ser um professor de efeito.
 
5- Ele vive o que ensina

Você conhece expressões como: “Uma ação vale mais do que mil palavras!” , “Sua vida fala tão alto que não posso ouvir o que você diz!” e “Viva o que você prega!”. Todas estas frases ressaltam o fato de que nós professores não podemos somente explicar aos outros como viver. Precisamos, nós mesmos, viver a vida cristã a todo tempo e ser um exemplo vivo do cristianismo para nossos alunos.
 
Dizer uma coisa e fazer outra é hipocrisia, e uma violação do princípio básico do ensino eficaz. Há quem pense ser possível ensinar e ministrar sem considerar a própria vida pessoal, mas isso é impossível. Não podemos separar o ensino da vida. O que ensinamos é resultado direto do que somos. A vida e personalidade do professor influenciam diretamente o aluno e a aprendizagem. Sistemas e equipamentos podem auxiliar no emprego de muitos métodos e técnicas de ensino, no entanto, as influências imprescindíveis do amor, do interesse e do exemplo cristão só podem ser demonstradas por seres humanos. Durante toda a vida de Cristo as pessoas tinham que confessar, como fez Pilatos, “não acho base alguma para acusar este homem”. Embora seja verdade que nossas vidas são isentas de pecados como foi a vida de Cristo, podemos organizar nossas aulas com oração e pedir ao Senhor para nos ajudar a ser fiéis vivendo a verdade que compartilhamos com nossos alunos. Sempre seremos vasos indignos, mas isto não precisa se tornar em desculpa para abandonar o trabalho, porque a mensagem que levamos nos levanta. Ao vivermos a vida cristã, os alunos começarão a ver o mundo através de nossos olhos. Eles sentirão como nos sentimos e entenderão como entendemos. Foi dito que é pouco o que pode ser ensinado pelo que o professor diz, mais é ensinado pelo que o professor faz, porém se ensina muito mais através do que o professor é.
 
Conclusão
 
Que possamos amar aqueles que nós ensinamos, conhecer o assunto, ensinar da melhor forma e também viver o que ensinamos. Glórias ao Senhor!





 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

EM FRENTE DO TÚMULO DE JESUS

LIÇÃO 13 – A RESSURREIÇÃO DE JESUS / SLIDES DA LIÇÃO / REVISTA DA CLASSE ADULTOS


            Estudaremos neste próximo domingo sobre a RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO.  Gostaria de compartilhar algo mais sobre o assunto,  para subsidiar a aula da Escola Dominical.

            Este assunto faz parte de um dos Credos das Assembléia de Deus no Brasil:  Que diz  que cremos no "Nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus. (Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9);

           A primeira coisa que devemos compreender é que a morte vicária e expiatória na cruz do Calvário não era possível se Jesus não tivesse um nascimento virginal, pelo motivo  que era necessário Jesus ter sido gerado por Deus e não pelo homem, e a sua ascensão vitoriosa
aos céus não era possível se não tivesse a sua ressurreição corporal dentre os mortos, desta forma cada etapa completa a outra para que a obra de Deus fosse perfeita.

            Para  entendermos ainda mais a relevância da Ressurreição de Jesus Cristo,  faço minha uma das perguntas do Pastor Jairo Gonzaga, um dos diretores da Igreja Assembleia de Deus em Abreu e Lima, realizada em uma de suas palestras sobre o Credo das Assembleia de Deus, a pergunta é a seguinte: "O QUE SERIA DO CRISTIANISMO,  DO EVANGELHO E DO CRENTE,  SE NÃO FOSSE A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO?".
            Desta pergunta temos três conclusões:

1- O SEU NASCIMENTO NÃO TERIA SENTIDO;
2- O SEU MINISTÉRIO NÃO TERIA SENTIDO;
3- O SEU SOFRIMENTO NÃO TERIA SENTIDO; e
4- SUA MORTE NÃO TERIA SENTIDO.

           Enfim! concluímos que a vida de Jesus e sua vinda não teria sentido.
2Tm 1.9,10 que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual ABOLIU (destruiu) a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho, 

Para honra e glória do Senhor, o Evangelista Mateus registrou no Novo Testamento e até nos dias de hoje existe a seguinte afirmação no túmulo vazio de Cristo: "Ele não está aqui, porque já RESSUCITOU, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mt 28.6). 

O QUE É RESSURREIÇÃO?

    - Devemos diferenciar para uma melhor compreensão  RESSURREIÇÃO E RESSUSCITAÇÃO.

1- Ressurreição:  É A ENTRADA EM UM NOVO ESTADO DE EXISTÊNCIA.

Observe os seguinte versículos:

1Co 15.50 Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.

1Co 15.53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
1Co 15.54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.
1Co 15.55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

2- RESSUSCITAÇÃO:  É A RESTAURAÇÃO DA VIDA QUE SE DEIXOU.

Muitas pessoas já fizeram a seguinte pergunta: "O HOMEM DEPOIS DE MORTO
PODERÁ REVIVER?", O Patriarca Jó um dia falou: Jó 14.14 - Morrendo o homem, acaso tornará 
a viver?
 
EM TODA A BÍBLIA EXISTEM NOVE CASOS  DE RESSUSCITAÇÃO:
 
A)  NO ANTIGO TESTAMENTO TEMOS TRÊS CASOS:

1- O FILHO DA VIÚVA DE SAREPTA;

2- O FILHO DA MULHER SUNAMITA; e

3- O SOLDADO JOGADO NA SEPULTURA DO PROFETA ELIZEU.

 

B) NO NOVO TESTAMENTO TEMOS 6 CASOS:

1- A  FILHA DE JAIRO;
2- O FILHO DA VIÚVA DE NAIM;
3- LÁZARO, O AMIGO DE JESUS;
4- TABITA (DORCAS);
5- O JOVEM ÊUTICO; e
6- OS SANTOS QUE DORMIAM NO MOMENTO DA MORTE DE CRISTO.
PORQUE JESUS TERIA QUE RESSUSCITAR?
De acordo com Romanos 4.25, diz que a razão da morte de Cristo foi os nossos pecados, e a sua
ressurreição foi para a nossa justificação: "o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para nossa justificação".
 
O QUE OCORREU NOS TRÊS DIAS EM QUE ELE ESTEVE MORTO?
 
Então alguns dos escribas e dos fariseus, tomando a palavra, disseram: Mestre, queremos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. Mt 12.38-40

1- PROCLAMAÇÃO AOS ESPÍRITOS EM PRISÕES

1Pe 3.19 no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;

1Pe 4.6 Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.


2- PROCLAMAÇÃO DA VITÓRIA DE CRISTO SOBRE A MORTE

Ap 1.18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.
 
 
3- JESUS FEZ MUDANÇAS NO MUNDO DOS MORTOS, TRANSLADANDO OS JUSTOS DO AT  PARA O PARAÍSO.
 Ef 4.8 Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.
VOCÊ JÁ PENSOU SE JESUS NÃO RESSUSCITASSE?
PENSO NOS QUE MORRERAM NA ESPERANÇA E NA FÉ DO MESSIAS.
“Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pele, ainda em minha carne verei a Deus; vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos e não outro o verão...” Jó 19.25-27
Hb 11.13 Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas vendo-as de longe, e credo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.


O QUE SIGNIFICA A RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA NÓS?
1- SIGNIFICA PARA O CRENTE, QUE O MESMO PODER QUE RESSUSCITOU A JESUS, SERÁ O MESMO QUE NOS RESSUSCITARÁ, OS NOSSOS CORPOS ABATIDOS.

Rm 6.5 Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição;

Fp 3.10,11 para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte,
para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição dentre os mortos.

2- SIGNIFICA QUE A SUA VITÓRIA SOBRE A MORTE, É A NOSSA VITÓRIA TAMBÉM.
Mt 16.18 Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
Rm 5.12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.
1Co 15.21 Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.
1Co 15.22 Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.
1Co 15.23 Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
 
3- A RESSURREIÇÃO DE JESUS TAMBÉM SIGNIFICA PARA O CRENTE, QUE ASSIM COMO O SEU CORPO, VISÍVEL E REAL SERÁ O NOSSO TAMBÉM.

1Co 15.20 Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
At 26.23 isto é, como o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e também aos gentios.
Os discípulos poderam tocar nele. (Jo 20.27)
ELE NÃO ERA UM FANTASMA COMO ALGUNS DELES PENSAVAM
Lc 24.37 Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito.
Lc 24.39 Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho.
ELE COMEU APÓS TER RESSUSCITADO
Lc 24.41-43 Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então lhe deram um pedaço de peixe assado,
o qual ele tomou e comeu diante deles.
4- A RESSURREIÇÃO DE JESUS SIGNIFICA O CUMPRIMENTO DAS PROFECIAS A SEU RESPEITO
Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;
e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; Lc 24.44-46
 

Conclusão:


Sem dúvida uma das maiores notícias, e que foi dada por um anjo, foi que Jesus havia ressuscitado (Lc 24.6). Nos dias de Jesus, a crença na ressurreição dos mortos não era consenso. Os fariseus acreditavam nela, mas os saduceus a rejeitavam, e os gregos a ridicularizavam.
Até mesmo os discípulos de Jesus se mostraram incrédulos e lentos em aceitá-la. Quando ressuscitou dos mortos, o Senhor Jesus se apresentou a seus discípulos com provas incontestáveis a fim de que nenhum deles ficasse com dúvida. A ressurreição de Jesus era uma realidade inconteste para a Igreja Apostólica a ponto de se tornar o principal tema de sua pregação.

Espero que seja útil para quem examinar estes tópicos.

Fiquem na Paz do Senhor!
Pb. RIVALDO NASCIMENTO