sábado, 15 de agosto de 2015

PRIMEIRO CREDO DAS ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL


PRIMEIRO CREDO DAS ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL



Já algum tempo, senti uma necessidade de preparar um material mais detalhado sobre o credo da Assembleia de Deus no Brasil.  Tenho certeza que será útil para o nosso conhecimento e crescimento espiritual.  Pois, servirá de pesquisa para membros e obreiros da casa do Senhor (2 Tm 2.15), aonde estarei publicando neste blog, cada detalhamento dos 14 credos publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleia de Deus). 

"Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor".
Deuteronômio 6.4







CREMOS:

1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19 e Mc 12.29);
Em nenhuma parte da Bíblia Sagrada os escritores bíblicos se empenham para provar a existência de Deus. Eles partem do pressuposto básico de que Deus existe e ocupam-se em descrever tão somente as ações de Deus e o seu caráter (Gn 1.1; Hb 11.3).
Mas a Bíblia dá testemunho de Deus em ação no mundo físico, na história e na vida particular dos indivíduos. Esses testemunhos despertam, aperfeiçoam e fortalecem a fé na Pessoa de Deus.
O primeiro credo não poderia ser outro, pois, este credo, assim como este versículo de Deuteronômio 6.4, é a base do nosso credo e a base da proibição da adoração a outros deuses (Êx 20.2).
Este versículo juntamente com os versículos 5-9; 11.13-21; Nm 15.37-41 - ensina o monoteísmo.  Esta doutrina afirma que Deus é o único Deus verdadeiro (unicidade), e não uma teogonia (conhecida por Genealogia dos Deuses, mitologia grega) ou grupo de diferentes deuses; o nosso Deus é onipotente entre todos os seres e espíritos do mundo, conforme cantou Moisés e os filhos de Israel em um cântico: "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas? (Êx 15.11).  Este Deus deve ser o objeto exclusivo do amor e obediência de Israel (vv. 4,5) e também da igreja do Senhor.
O ensinamento de Deuteronômio 6.4 não contradiz a revelação no Novo Testamento, de Deus como um ser trino, que sendo uno em essência, é manifesto como Pai, Filho e Espírito Santo.  Entraremos em detalhes sobre a doutrina "trinitária" a seguir: 

Antes de falarmos sobre a "trindade" em si, gostaria de informar que o termo "trindade" não se acha no NT, e nem em qualquer documento há uma definição clara de "trindade".  Contudo, o conceito da trindade é algo que se faz necessário pelo aspecto "total" da divindade, segundo esta  exposta nas páginas do N.T.

O vocábulo "trindade" evidentemente foi pela primeira vez usado por Tertuliano, na última década do século II d.C., mas não encontrou lugar na teologia formal da igreja até o século IV d.C.  Essa doutrina recebeu ampla expressão, pela primeira vez, em resultado da obra de pais capadócios da igreja (meados do século IV d.C.), e mais tarde, a saber, Basílio, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzeno.  Eles formularam as ideias de distinção hipostática, também conhecido como União hipostática, união mística ou dupla natureza de Cristo, é a doutrina clássica da cristologia que afirma ter Jesus Cristo duas naturezas, sendo homem e Deus ao mesmo tempo.  

Devemos tomar muito cuidado quando uma pessoa for tentar explanar sobre a natureza de Cristo, para não cair na ideia da definição "triteísta".  Triteísmo é um conceito sobre a doutrina cristã da Trindade (cristianismo) que pode ser vista como uma espécie de politeísmo, visa Deus como três deuses iguais e distintos. Em outras palavras, haveria três pessoas e, por conseguinte, três deuses, pois cada pessoa é vista dotada de existência separada das outras duas.  A doutrina trinitária, entretanto, não contempla pessoas distintas.  Não há três deuses, nem meramente três modos de manifestações divina.  Antes, todas as pessoas são coextensivas, coiguais e coeternas.  Contudo, independente de qual tipo de analogia ou argumento usemos, a fim de demonstrar essa doutrina, em algum ponto não conseguiremos explicar-nos devidamente, pois simplesmente não sabemos como pode haver três, e, ao mesmo tempo, um só, porquanto a mente dos homens terrenos não se presta muito bem para entender a matemática celeste.  

Porém, como eu sempre falo, nada melhor para falar dos mistérios de Deus do que sua própria Palavra escrita. 
Assim como o Antigo Testamento, o NT, esta recheado de declarações a respeito da trindade.  Antes de vermos provas bíblicas, devemos saber que o conceito da trindade repousa sobre duas verdades:  1. O monoteísmo é uma verdade; e 2. A divindade do pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade.  Desta forma, temos um único Deus, mas três pessoas divinas.  Entretanto, não podemos interpretar isso em termo de triteísmo (três deuses diferentes), pois, contradiz o monoteísmo bíblico.

A natureza de Deus
Veremos o monoteísmo, Deus como o único Deus; prova da divindade de Jesus Cristo, através do testemunho das Escrituras, que é contrário à voz da apostasia,  pois, o próprio Jesus falou em João 5.39 "...e são elas(a palavra) que de mim testificam", veremos atributos inerentes a Deus Pai que relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a Sua divindade; e provas da divindade do Espírito Santo, veremos claramente que as Escrituras revelam ser o Espírito Santo uma pessoa divina, Ele é um como Deus Pai e Jesus Cristo, fazendo parte da Santíssima Trindade. Isso quer dizer que Ele é co-eterno, co-iguais e consubstancial com o Pai e com o Filho.  Veremos abaixo este mistério maravilhoso, que um dia será revelado em sua totalidade, como o Apóstolo falou em 1 Co 13.12, "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido":

O Monoteísmo

Em Deuteronômio 4.35 e Isaías 45.5, nos fala respectivamente:     "A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele". " Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus...".  Estes dois textos fazem parte do A.T., porém, o próprio Jesus no N.T., em Marcos 12.29 nos diz a mesma coisa, corroborando com o que foi revelado, "E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Jesus estava citando o texto que foi usado como base para este primeiro credo, a passagem que foi citada em Deuteronômio 6.4, podemos também ver igualmente os trechos de I Co 8.4 e 1 Tm 2.5.

E este Deus único, é Eterno; conforme Isaías 40.28, "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento",  e Romanos 16.26  "... segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé"; (Dt 33.27; 1Tm 1.17).

Este Deus único, é Infinito; este termo é um adjetivo que denota algo que não tem início nem fim, ou não tem limites, ou que é inumerável. É também um nome que representa o que não tem limites.  Em Mateus 19.26, diz que para Deus tudo é possível, ou seja, não tem limites para Deus operar e usar a sua soberania. "E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível";  assim como em Lucas 1.37, o anjo Gabriel fala para Maria, mãe de Jesus, aquilo que ele sabe e o que ele percebe por viver na presença do Altíssimo, que não existe nada impossível para o seu Criador. "Porque para Deus nada é impossível".


A bíblia também, nos diz que este Deus único, é dotado de sabedoria infinita; conforme Salmos 147.5, "Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito.  Lucas em Atos 15.18, registra outra verdade sobre a sabedoria de Deus, "Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.  Contemplamos aqui que a sabedoria do Senhor é infinita, ela não estar sendo construída, ela já existia desde o princípio de tudo.  Além de sabedoria infinita,  Ele é infinito em bondade (Gn 1.31; Sl 31.51; 36.1).

Veremos o que o Manual de Doutrinas das Assembleia de Deus no Brasil, elaborado pelo Conselho de Doutrinas da CGADB e publicado pela CPAD, em sua 6ª edição, em 2004, nos diz sobre a Natureza de Deus.

 ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. Colossenses 1:16,17

Deus é apresentado na Bíblia como infinitamente perfeito (Dt 18.13; Mt 5.48). Logo, a sua obra é perfeita (Dt 32.4), e também os seus caminhos (SI 18.30). Todas as características de sua Pessoa e de sua natureza não são apenas expressões de alguma atitude que demonstra ou possui, mas constituem a própria substância de sua divindade.
Não se pode explicar a natureza de Deus, mas somente crer nEle. Podemos basear a nossa doutrina sobre Deus nas pressuposições já citadas e nas evidências demonstradas nas Escrituras. Alguns textos bíblicos atribuem à pessoa de Deus qualidades que os seres humanos não possuem, ao passo que outros textos o descrevem em termos de atributos morais compartilhados pelos seres humanos, ainda que de forma limitada. Por exemplo, Deus é santo por natureza, e o homem, por participação (Rm 1.4; 2 Co 7.1; 1 Ts 3.13).
O Antigo Testamento usa o termo "santo" em sentido absoluto apenas quando se refere à majestade incriada e inteiramente inacessível de Deus, sendo que tudo o mais, em comparação a Ele, é o absolutamente não-santo (Êx 15.11).
Em comparação a Deus, ninguém e nada é santo ou puro, e homem nenhum pode se atrever a chamar-se santo ao lado de Deus (Jó 4.17; 15.4; 25.4-6). Só Deus santifica, e, só Ele faz o homem participar de sua santidade; é de Deus que vem a santidade de Israel.
A esse princípio segue imediatamente o seu aspecto ético, que é realçado, sobretudo pelo contraste com a pecaminosidade do homem.
A natureza de Deus é identificada com mais frequência por aqueles atributos que não possuem analogia com o ser humano. Deus existe por si mesmo, sem depender de outro ser. Ele é a fonte originária da vida, tanto ao criá-la quanto ao sustentá-la. Deus é espírito; Ele não está confinado à existência material e é imperceptível ao olho físico. 
Sua natureza é imutável, já mais se altera. Posto que o próprio Deus é o fundamento do tempo, Ele não pode ser limitado pelo tempo. Ele é eterno, sem começo nem fim. Deus é totalmente consistente dentro de si mesmo. O espaço não pode limitá-lo, pois Ele é onipresente. Deus também é onipotente, pois é poderoso para fazer tudo que esteja de acordo com a sua natureza e segundo os seus propósitos. Além disso, é onisciente; conhece efetivamente todas as coisas — passadas, presentes e futuras. Em todos esses atributos o cristão pode achar o consolo e a confirmação da fé, ao passo que o incrédulo é advertido e motivado a crer.
De acordo com Cari Braaten, Deus tanto é contínuo como tem um ser contínuo, tudo o mais é temporário.
É preciso ressaltar ainda que não existe contradição entre a natureza perfeita de Deus e o seu poder ilimitado. Porque Deus jamais fará coisa alguma incompatível com a sua perfeita santidade. Ele, que tudo pode (Jó 42.2), só faz o que lhe apraz (SI 115.3). Porém, existem coisas que o Onipotente não pode fazer: Ele não pode mentir (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18), não pode negar-se a si mesmo (2 Tm 2,13) e não pode fazer injustiça (Jó 8.3; 34.12). Ele é sempre santo em todas as suas obras (SI 145.17). Deus também não faz acepção de pessoas (2 Cr 19.7; Rm 2.11).
Os atributos de Deus
Atributo é aquilo que qualifica um ser. Ao conhecer os atributos de um objeto, buscamos a essência de sua natureza. Quando conhecemos a Deus, descobrimos os seus atributos e o reconhecemos como um ser infinito.
Encontramos nas Escrituras os atributos de Deus. Elas declaram o que Ele é e o que Ele faz. É verdade que, como criatura, desvendá-los ou relacioná-los no seu todo é tarefa difícil, se não de todo impossível para nós.
O apóstolo, escrevendo sobre a glória de Deus, declara: "Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno" (1 Tm 6.16).
Encontramos nas Escrituras os atributos absolutos de Deus: vida, personalidade, imutabilidade, unidade, verdade, amor, santidade, bondade, misericórdia e justiça.
Os atributos naturais de Deus são: onipresença, onisciência e onipotência.
Onipresença. Deus relaciona-se com tudo e todos ao mesmo tempo. Está presente em toda a sua personalidade. Não há como fugir da presença de Deus. 
"Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá" (SI 139.7-10).
Onisciência. Deus é onisciente porque conhece todas as coisas. Nada há que se esconda de sua onisciência. "E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados" (Mt 10.30). Na onisciência de Deus, o futuro também está presente: 
"Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguida¬de, as coisas que ainda não sucederam" (Is 46.9,10). 
A onisciência de Deus garante-nos que todos os futuros julgamentos serão de acordo com a verdade.
Onipotência. O apóstolo João, na ilha de Patmos, assim descreve parte de sua visão apocalíptica: 
"Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono"           (Ap 4.1,2).
Quando Deus apareceu a Abrão, em Gênesis 17.1, disse-lhe: "Eu sou o Deus Todo-poderoso [...]". Entendemos que o mundo físico ou material e o mundo espiritual dependem de seu poder e por ele são controlados. É do trono que emana toda ordem para o mundo visível e para o invisível. Deus não está sujeito a nenhuma força exterior ou contrária à sua vontade. É soberano em todo o Universo: "Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar" (Is 40.22; cf. vv. 12-15).
A Trindade
Ainda que não se encontre nas Escrituras a palavra "Trindade", é bíblico, no entanto, o fundamento dessa doutrina, presente nos ensinos proferidos por Jesus Cristo e seus apóstolos.
Encontramos no Antigo Testamento a doutrina da Trindade: 

a) na criação e formação do homem (Gn 1.1,26); 
b) na dispersão dos rebeldes de Babel (Gn 11.1-7);
c) na chamada do profeta Isaías (Is 6.3) e em tantas outras passagens.

OPINIÕES DE IMPORTANTES FILÓSOFOS E TEÓLOGOS:

1. Orígines, no século III d.C. Ele brindou-nos com uma formulação ortodoxa da trindade, antes dela torna-se generalizada da igreja cristã.  Em sua opinião, o Filho e o Espírito Santo, embora da mesma essência do Pai, são-lhe subordinados quanto à posição.


2. Plotino, advogava uma doutrina trinitariana segundo a qual concebia o Um, o Nous e a Alma do Mundo, como seus três elementos. Emanações seriam a explicação para o problema da manifestação e das relações existentes na criação.  Algumas de suas declarações anteciparam fórmulas cristãs posteriores.



3. Sabélio acreditava em uma forma de unitarismo, dizendo que o Pai, o Filho e o Espírito Santo seriam sucessivas manifestações desse ser, cumprindo os diferentes papéis de Criador, Redentor e Doador da Vida.





4. Ário (Arianismo), rejeitava o conceito que afirma que o Filho é da mesma natureza do Pai (homoousia), mas promovia a ideia de que o Filho era de natureza similar (homoiousia) à do Pai.







5. O concílio de Nicéia declarou-se oficialmente a favor da ideia da "mesma Natureza", o que fez o trinitarianismo tornar-se a posição ortodoxa. Isso ocorreu em cerca de 325 d.C.




6. Os capadócios, Gregório de Nissa e Gregório Nazianzeno trabalharam em fórmula ortodoxas da Trindade, e a declaração resultante foi oficializada pelo concílio de Constantinopla, em 381 d.C. Essa declaração asseverava que os membros da Trindade são três hipóstases (substância) de uma só e de uma mesma essência divina.



7. Agostinho, ensinava que a Trindade é refletida no ser humano, porque o homem foi criado à imagem de Deus.  A contraparte humana de Deus ele via no ser, no conhecimento e no amor, bem como em atributos humanos particulares, que imitam os atributos divinos.



8. Anselmo, dizia que a mente racional do homem é a imagem da Trindade do homem.  Com base nisso, todas as formas de verdades podem ser conhecidas, sem qualquer investigações empírica.






9. Gilberto de Poitiers falava acerca da Unidade de Deus em um Ser Puro, mas também dizia que Deus é Triúno, em uma espécie diferente de análise.





10. Tomás de Aquino, aceitava a noção da trinitarismo ortodoxo, afirmando, porém, que essa noção só pode ser aceita pela fé, visto que não há qualquer explicação racional para a mesma.


 
Este Deus é o Criador e o Preservador de tudo; a origem, o Gênesis, atribui este feito a nenhum outro, o feito da criação do mundo.  "No princípio criou Deus o céu e a terra" (Gn 1.1).  Em Colossenses 1.16,17, o apóstolo Paulo faz uma equiparação do Deus Pai com o Filho, quando diz: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele". Desta forma, comentaremos a seguir sobre a Divindade de Jesus Cristo, a segunda pessoa da trindade.

Prova da Divindade de Jesus Cristo 


Mas é no Novo Testamento que encontramos de forma mais explícita essa doutrina. No início do ministério de Jesus, por ocasião do seu batismo em águas, o Espírito Santo desce sobre Ele e o Pai lhe diz: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.17). Observa-se nesse episódio a Trindade em cena, ratificando assim a sua realidade no Novo Testamento. Vemos também, em João 14.16, que Jesus roga ao Pai para que envie aos discípulos o Espírito Santo.
Findando o seu ministério, Jesus ordena aos discípulos que preguem e ensinem o Evangelho a todas as nações, "batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Essa é mais uma clara referência à Trindade.
Nos ensinos de Paulo, há referências cabais sobre a Trindade. Aos irmãos da Igreja em Corinto ele diz: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!" (2 Co 13.13).
Diante do exposto, é impossível que se negue a doutrina da Trindade nas Escrituras, visto que a encontramos não somente nos textos considerados por alguns como simples inferências, mas também, e principalmente, nos textos que são referências reais, e não somente verbais.
Paulo cita, em Efésios 1.3, a obra da Trindade na salvação dos homens, referindo-se ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo".

O Filho referido nas Escrituras, também é divino, Isaías 9.6,  "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Ver também Cl 2.9; Hb1.10.

O Filho os mesmo atributos de divindades exercidas pelo Pai: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; Colossenses 2:9.

Ele é o Alfa e o Ômega: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Apocalipse 1:8.  Ver também, Ap 1.17; 21.6; 22.13.

Ele é o Criador e Preservador da criação (Cl 1.16,17; João 1.1); e Ele tem uma só substância com o Pai (João 10.30). 

O que diremos pois ainda sobre a Divindade de Jesus Cristo?

Ele é:
1- O Primeiro e o Último (Is 41.4; Cl 1.15. 18; Ap 1.17; 21.6);
2- Senhor dos senhores (Ap 17.14);
3- Rei do reis (Is 6.1-5);
4- Juiz (Mt 16.27; 25.31,32);
5- Pastor (Sl 23.1; Jo 1.11,12);
6- Cabeça da Igreja (Ef 1.22);
7- Verdadeira Luz (Lc 1.78,79; Jo 1.4,9);
8- Fundamento da Igreja (Is 28.16);
9- Caminho (Jo 14.6);
10- A Vida (Jo 11.25);
11- Perdoador de Pecados (Sl 103.3)
12- Preservador de tudo (Hb 1.3);
13- Doador do Espírito Santo (Mt 3.11);
14- Onipresente (Ef 1.20-23);
15- Onipotente (Ap 1.8);
16- Onisciente (Jo 21.17);
17- Santificador (Hb 2.11);
18- Mestre (Lc 21.7);
19- Restaurador de si mesmo (Jo 2.19);
20- Inspirador dos profetas (2 Pe 1.21);
21- Supridor de ministros à igreja (Ef 4.11); e
22- Salvador (Tt 3.4-6).

Prova da Divindade do Espírito Santo

A divindade do Espírito Santo aparece de forma mais clara na Bíblia do que até mesmo a sua personalidade:

1- Ele é chamado de Deus (At 5.3,4);
2- Ele é chamado de Senhor (2 Co 3.18); e
3- O batismo só é autêntico com o uso do seu nome (Mt 28.19).

Nomes divinos são dados ao Espírito Santo:

1- Espírito de Deus (1 Co 3.16);
2- Espírito de Cristo (Rm 8.9);
3- Espírito de Vida (Rm 8.2);
4- Espírito de Adoção ( Rm 8.15); e
5- Espírito Santo (At 1.5).

O Espírito Santo possui atributos divinos:

1- Onipresente (1 Co 2.10,11);
2- Onipotente (Sl 139.7);
3- Onisciente (Gn 1.2);
4- Santidade (Lc 11.13); e
5- Sabedoria (Is 40.30).

O espírito Santo realiza trabalhos divinos:
1- Ele atuou na criação (Gn 1.2; Jó 33.4; Sl 104.30);
2- Ele é o autor da profecia bíblica (2 Pe 1.21; 2 Sm 23.2,3);
3- Ele é o transmissor da vida (Rm 8.11; Jo 3.5-8; Gn 2.7);
4- Ele intercede (Rm 8. 26,27);
5- Ele consola (Jo 14.16); e
6- Ele santifica (2 Ts 2.13).

Chegamos a uma conclusão que uma vez que o nome do Espírito Santo está associado tanto ao Pai como ao Filho, garante a sua posição divina co-existente com os demais membros da Trindade. Ele está associado ao nome do Pai e do Filho na comissão apostólica (Mt 28.19), no governo da igreja (1 Co 12.4-11), e na bênção apostólica (2 Co 13.13). 

Por tudo isto e por muito mais que não conseguimos explicar é que cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém!





Rivaldo Nascimento

Bibliografia:
[1] Bíblia de Estudo Pentecostal. Flórida, EUA: CPAD, 1995.

[2] Champlin, R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. volume 6, 11ª edição, São Paulo, Hagnos, 2013. 



e são elas que de mim testificam
João 5:39

[3] Melo, Inácio Donizete, 101 Mensagens e Esboços de Edificação. volume 3, Maceió, Ingraf, 1969. 

[4] Ferreira, Raimundo Oliveira, Doutrinas Bíblicas, uma Introdução à Teologia, 4ª edição, São Paulo, EETAD, 1999.

[5] Conselho de Doutrina da CGADB, Manual de Doutrinas das Assembleia de Deus no Brasil, 6ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD, 2004.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

SALVAÇÃO OU CONDENAÇÃO, O QUE DEUS ESCOLHEU PARA MIM?



RIVALDO NASCIMENTO



Já algum tempo, em nossos dias, tem aumentado a propagação de uma doutrina que afirma que Deus escolheu entre os homens aqueles que irão salvar-se e aqueles que vão ser condenados.  Trata-se da Doutrina da Predestinação.

Refutaremos alguns ideias errônias, a luz da Bíblia Sagrada e analizaremos alguns pontos para melhor entender a graça de Deus e o seu amor.

Utilizaremos alguns detalhes muito importantes, registrado no livro "A Bíblia Responde", publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus, em 1983.

Antes veremos como surgiu esta doutrina e quem foi o seu idealizador.

Predestinação Absoluta de João Calvino


A doutrina da predestinação está particularmente associada ao Calvinismo. A predestinação é um elemento que descende da teologia de João Calvino. Dentro do especto de crenças quanto à predestinação, é no Calvinismo que possui sua forma mais enfática entre cristãos. Ensina que a predestinação de Deus é fruto de sua onisciência, como presciência, cuja qual, Ele rege de acordo com a Sua vontade e absoluta soberania, em relação as pessoas e acontecimentos. E numa forma insondável, por muitas vezes não compreensível ao nosso entendimento, Deus age continuamente com liberdade total, de forma a realizar a sua vontade de forma completa.
Por outras palavras, o Calvinismo baseia a sua doutrina da predestinação na perspectiva de que Deus predestina previa e absolutamente a humanidade, escolhendo entre os homens aqueles que irão salvar-se e aqueles que vão ser condenados. Esta doutrina tira ao Homem qualquer possibilidade de rejeitar ou aceitar livremente a graça divina.
Tanto para o Calvinismo quanto para o catolicismo-romano agostiniano, não há livre-arbítrio. Para ambos, a soberania de Deus prevalece. O cristão escolhido não pode rejeitar sua eleição, pois Deus há de curvá-lo até que ele aceite a Sua graça.

Desta forma, surgi duas perguntas:
1) Na sua onisciência, Deus predestinaria um número exato de pessoas para ser condenado e outro para descansar eternamente?; e 

2) Teria cada homem seu destino traçado?"

Acreditamos que Deus, na sua onisciência, por meio de leis científicas e matemáticas, sabe quantos vão vencer a batalha da fé e terminar triunfantes na eterna glória, porém, isso nada tem a ver com a predestinação fatalista: Jo 17.5.
No que tange à predestinação, ela se baseia, em essência, no "conhecimento anterior" de Deus, no sentido de que o seu "amor eterno" e preocupação e interesse pelos crentes é que está em foco. Aqueles sobre quem fixou seu coração de antemão, portanto, são aqueles que se tornaram o alvo de seu decreto determinador.

Esse decreto determinador não é um mero pronunciamento judicial, mas é, sem dúvida, acompanhado por um poder orientador e criador, através do Espírito Santo, que garante o cumprimento do propósito de Deus. O grande alvo da predestinação é a chamada dos crentes dentro do tempo, e o resultado de ambas as coisas é a transformação do crente segundo a imagem de Cristo, tanto moral (no que tange à participação do crente na própria santidade de Deus, tal como Cristo dela participa), como metafísica (no que convence a natureza essencial de Cristo).
Não existe, portanto, predestinação para a condenação. Por exemplo: O caso do endurecimento do coração de Faraó, por dez vezes consecutivas, a Bíblia diz que ele mesmo se endureceu contra a ordem de Deus (Êx 7.13; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 13.15; 14.22), e dez vezes lemos que Deus o endureceu: Êx 4.21; 7.3; 9.12; 10.20,27; 11.10; 14.4,8,17.
Theodoret assim explica o caso: "O sol, pelo seu calor, torna a cera mole e o barro duro, endurecendo um, amolecendo outro, produzindo pela mesma ação resultados contrários. Assim a longanimidade de Deus faz bem a alguns e mal a outros; alguns são amolecidos e outros endurecidos". Contudo, cremos que esse amolecimento ou esse endurecimento vêm daquilo que o homem apresenta a Deus: um coração contrito, ou orgulhoso.  
Deus não endurece o coração de um indivíduo, necessariamente com uma intervenção sobrenatural; o endurecimento pode ser produzido pelas experiências normais da vida, operando através dos princípios e do caráter da natureza humana, que são determinados por Ele. Esta verdade é profundamente hebraica. Um exemplo semelhante desta forma hebraica de pensamento encontra-se em Marcos 4.12, onde Jesus apresenta sua razão para ensinar a verdade sob a forma de parábola. Em outras palavras, apesar de a Bíblia declarar que Deus predestina para a vida, para a transformação segundo a imagem de Cristo e para a santidade, isso não quer dizer que Ele predestine algumas pessoas para a condenação conforme os teólogos calvinistas mais radicais têm imaginado. Deus predestina segundo a sua presciência: 1 Pe 1.2.
As Escrituras denominam tão somente os crentes de eleitos, chamados, escolhidos e predestinados, mas sempre relacionados com a sua posição em Cristo, como as varas na videira. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", 2 Co 5.17; "Todo aquele que crer em Jesus, e pela fé permanece nele tem a vida eterna e não entrará em condenação", Jo 15; Rm 8.28-30.  

O fatalismo e a predestinação absoluta nunca fizeram parte da doutrina e tradição apostólica, e são comuns às seitas heréticas que se consideram favoritas da divindade e responsáveis pelo desinteresse, frustração e miséria de muitos indivíduos, povos e igrejas.
Analisando a idéia do destino na linguagem popular, vemos que significa uma forma sobrenatural, indomável e irresistível, da qual não podemos fugir e que limita a nossa liberdade e vontade. Por ser uma maneira muito cômoda de pensar e de agir, é ela perfilhada por várias religiões e filosofias (fatalismo) e até por confissões religiosas (predestinação absoluta), mas sem base no ensino das Sagradas Escrituras.  
Desde épocas imemoriais o homem tem tido o hábito de acumular na lembrança, através da sua agitada existência, pequenos fracassos, desventuras e fatalidades, e com elas construiu um monstro a que deu o nome de "destino", que compreende como uma determinação imutável, esquecendo as inúmeras bênçãos, vantagens e vitórias alcançadas sobre a adversidade. Sendo o destino o fim para que tende qualquer ação, o lugar a que se dirige a pessoa ou objetivo em causa, está ele sujeito às leis espirituais e materiais que regem o universo.
Assim, a vida é composta de bons e maus sucessos, em conformidade com o tempo, o local, o ambiente, a experiência e a atitude do indivíduo em relação a esses elementos. Cada homem tem, pois, que procurar, na prática de uma boa consciência, o caminho da verdade e do dever, sejam quais forem as conseqüências da sua determinação.
Está escrito na Bíblia que só Deus é realmente bom, não pode ser melhor do que é visto ser a personificação do Amor: Lc 18.19; 1 Jo 4.8. Como pessoa livre, perfeita e justa, criou o homem à sua imagem e tornou-se o alvo de toda a dedicação: Gn 1.26,27; SI 8. Como podia Deus fazer acepção dentre as suas criaturas e determinar-lhes destinos diferentes, senão aqueles que eles próprios como seres livres e feitos a semelhança da mesma divindade, desejarem de "motu próprio" trilhar? Rm 2.11-16; 10.12-17.
Deus não apenas seria imperfeito, mas também a encarnação da matéria e maldade, se nos induzisse a acreditar no Evangelho para nossa salvação, quando afinal já determinara que nos havíamos de perder ou salvar.
Portanto, nenhum homem, grupo ou organização tem privilégios diante de Deus, a não ser aquele que aceita Jesus como Salvador. Porque Deus não faz acepção de pessoas, e muito menos predetermina, para certos grupos, um juízo, um destino cruel na eternidade. Sobre o assunto a Bíblia diz: "Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva: convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?" Ez 33.11a; 

"Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais", Jr 29.11.

Quem nunca fez a pergunta: Os que morrem na primeira infância vão para o céu?
Para vermos alguns ideias a este respeito, examinaremos o que o Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia, Publicado por Norman Geisler e Thomas Howe. 


 
Em 2 SAMUEL 12.23, o rei Davi diz: "Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim".
Com este versículo, surgi uma pergunta: 
Os que morrem na primeira infância vão para o céu? 

As Escrituras ensinam que todos nasceram em pecado (Sl 51:5) "porque todos pecaram [em Adão]" (Rm 5:12). Contudo, Davi deu a entender que seu filho, uma criança recém-nascida que morreu, teria ido para o céu, ao dizer: "Eu irei a ela" (1 Sm 12:23).

SOLUÇÃO: Há três posições com relação às crianças que morrem antes da idade da responsabilidade, isto é, antes de atingirem maturidade suficiente para responder moralmente por seus próprios atos.

Somente as crianças eleitas vão para o céu. Alguns calvinistas extremados acreditam que apenas as crianças da primeira infância que são predestinadas é que vão para o céu (Ef 1:4; Rm 8:29). As que não são eleitas vão para o inferno.  Com essa doutrina a nossa mente não consegui ver justiça, pois, como uma criança não nasceu e não teve a oportunidade de escolher o certo ou o errado, e já foi condenada. 
Eles (os Calvinistas) não vêem maiores problemas com respeito à predestinação de crianças como tampouco veêm com a de adultos. Insistem que todos merecem o inferno, e que é apenas pela misericórdia de Deus que alguém é salvo (Tt 3:5-6).

Somente as crianças que viriam a crer vão para o céu. Outros declaram que Deus sabe o fim desde o princípio (Is 46:10) e sabe também o que é potencial bem como o que é real. Assim, ele sabe quais as crianças que teriam crido em Cristo, caso tivessem vivido. Argumentam que, em caso contrário, haveria pessoas no céu que não teriam crido em Cristo, o que vai de encontro às Escrituras (Jo 3:36). Todas as crianças que Deus sabe que não teriam crido, caso tivessem tido uma vida mais longa, vão para o inferno.
Todas as crianças vão para o céu. Ainda outros crêem que todas as crianças que morrem antes da idade da responsabilidade vão para o céu. Eles baseiam essa afirmação nas seguintes passagens. 
Primeiro, Isaías 7:16 refere-se a uma idade após a qual uma criança torna-se moralmente responsável: "antes que este menino saiba desprezar o mal e escolher o bem...".
Segundo, Davi acreditava na vida após a morte e na ressurreição (Sl 16:10-11), de forma que ao referir-se ao dia em que se encontraria com o seu filho que morrera após o nascimento (2 Sm 12:23), deu a entender que aqueles que morrem na primeira infância vão para o céu.
Terceiro, o Salmo 139 fala de um feto como sendo uma criatura de Deus cujo nome está escrito no "livro" de Deus no céu (vv.14-16).
Quarto, Jesus disse: "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus" (Me 10:14), indicando assim que até mesmo as criancinhas estarão no céu. 
Quinto, alguns veêm suporte para a criança em anjos da guarda na afirmação de Jesus de que os "pequeninos" têm "seus anjos no céu" (Mt 18:10). 
Sexto, o fato de a morte de Cristo ter sido para todos faz com que as criancinhas possam ser salvas, mesmo antes de crerem (Rm 5:18 l9).
Finalmente, a afirmação de Jesus quanto àqueles que não sabiam que não eram moralmente responsáveis (Jo 9:41) é usada para dar suporte à crença de que há céu para aqueles que por ora não podem crer, muito embora não haja céu para aqueles que, tendo idade, recusam-se a crer (Jo 3:36). "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece".

Destacamos que quando o versículo diz "não verá a vida", esta se referindo a vida eterna.
Cada vez mais, tenho a convicção do absurto das teorias da Doutrina da Predestinação.

Fiquem na Paz.
Rivaldo Nascimento

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

QUATRO PERGUNTAS QUE DEUS FEZ A ADÃO E EVA.


RIVALDO NASCIMENTO

QUATRO PERGUNTAS QUE DEUS FEZ A ADÃO E EVA.
 
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
1º) Onde estás?
2º) Quem te mostrou que estavas nu?
3º) Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesse?
4º) Por que fizeste isto? 



As perguntas que Deus faz para Adão e Eva, nos trás alguns ensinamento, que passaremos analisar cada uma.

Vemos que a primeira pergunta encontra-se em Gênesis 3.9:


"E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?"

1º) Onde estás?

A primeira pergunta faz com que Adão e Eva estejam conscientes da presença de Deus no éden.

Antes de falar sobre a "presença de Deus", gostaria de citar, a pergunta de John Gil, um famoso estudante da bíblia que viveu em Kettering, no Reino Unido por volta do século XVII, e  foi autor de uma análise da Bíblia, An Exposition of the Old and New Testament (Uma Exposição do Antigo e do Novo Testamento). A pergunta é a seguinte: "A que posição de miséria você chegou, ao dar ouvidos ao tentador e ao desobedecer a Deus?.  

Norman Champlin acha que "nenhum ser humano acha-se, de fato, onde já deveria estar, espiritualmente falando".  Desta forma o texto tem uma aplicação universal e também faz-nos lembrar do bom pastor (João 10.11-16) e de como ele buscava as suas ovelhas perdidas.  E ele fazia isto não para destruir, mas, sim, para restaurar.
Mas a ovelha desviada precisa ser repreendida antes que possa ouvir palavras de consolo.  

Quando Deus faz a primeira pergunta, Ele faz uma confrontação. O homem sempre terá de enfrentar a si mesmo.  A voz de Deus busca o homem e faz o homem descobrir a si mesmo.  O homem sempre terá de enfrentar a lei da colheita segundo a semeadura (Gl 6.7,8). A voz de Deus pode ser ignorada por muito tempo, mas a confrontação é inevitável.   

Onde estás?

Como já falamos antes, está primeira pergunta faz com que Adão e Eva estejam conscientes da presença de Deus no éden.

O autor da Bíblia de Estudo Pentecostal, em seu comentário nos diz que a culpa e a consciência do pecado motivaram Adão e Eva fugirem da presença de Deus.  Tinham medo e constrangimento na sua presença, sabendo que tinham pecado e que estavam sob o desagrado de Deus. Nessa condição viram que era impossível chegar à sua presença com confiança.

Examinando alguns comentarista, como R.N. Champlin e Orlando Boyar, este último, com relação a citação de passagens que falam sobre a presença de Deus, observamos alguns verdades. O Espírito de Deus permeia (penetra) a tudo, e Sua inteligência perscruta, ou seja, examina ou investiga rigorosamente, a todas as coisas.  Ele não está confinado ao espaço, mas é imanente (que está inseparavelmente contido na natureza de um ser, no sentido religioso, está na consciência individual) em tudo. Ele está acima de tudo, através de tudo e em tudo, podemos verificar esta verdade em Efésios 4.6 quando diz: 

"Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós".
O Espírito habita nos crentes e estar onipresente no mundo, como nos diz Romanos 8.9: "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele".  Vemos também o salmista declarando no Salmo 139.7-12, que era impossível se esconder da sua presença, sobre está passagem comentaremos mais a frente.  Existe uma verdade em Atos 17.28, que é a prova que a Sua presença garante a continuação de todos os seres: "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos..."

Se observarmos sobre o que Champlin diz sobre os indícios bíblicos, em sua Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, veremos que Deus vive livre das restrições do tempo e do espaço. Várias passagens nos fundamentam nessa ideia. A primeira dentre tantas, é que não há lugar para onde o ser humano possa ir, a fim de escapar do seu Espírito, como já citamos o salmista se ver em uma luta constante e impossível para se esconder de Deus, e percebe o que Adão e Eva não perceberam, que era impossível se esconder da presença de Deus:

"Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?

Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.

Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.
Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa";

Salmos 139:7-12

Deus fala de uma forma tremenda no livro do profeta Jeremias e diz que Ele preenche o céus e a terra com a sua presença: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor" (Jeremias 23.24).

Há quem diga que a debilidade da linguagem humana, obscurece o quadro, pois, quando falamos sobre Deus, o mais profundo de todos os assuntos, a maior de todas as realidades, o mais misterioso de todos os seres, os nossos melhores esforços são fraquíssimos.

Porém, nada melhor e eficaz para falar sobre a presença de Deus do que sua própria palavra escrita. Veremos a seguir algumas passagem que nos mostram que a presença de Deus na nossa vida não tem comparação:

Vemos que os primeiros a esconderem-se da presença de Deus foram Adão e Eva, em Gênesis 3.8, "Esconderam-se da presença do Senhor".  Sabemos o real motivo de terem se escondidos, em Isaías 59.2, Deus fala que o que faz separação entre Deus e o homem é os nossos pecados. "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça". 

Moisés estava tão certo do resultado que a presença de Deus causava no homem,  em virtude de ter uma experiência pessoal em Êxodo 34.35, quando todo o povo viu que o seu rosto brilhava, por ter estado na presença de Deus. 

E olhando para os dias que vivemos, algumas pessoas brilham na vida profissional, outras nos palcos, outras na política. Brilhar é bom, todo mundo quer. Tudo o que brilha chama nossa atenção.  Porém, nem todos conseguem brilhar em sua área de atuação, a grande maioria fica opaca mesmo.

Na vida espiritual é a mesma coisa, alguns brilham e outros não deixam a Luz passar. O brilho espiritual depende da proximidade de cada um com Deus. Quanto mais perto, mais brilho, quanto mais distante, menos brilho? Não, mais escuridão.


E Moisés sabendo disto por sua própria vivência de intimidade com Deus, falou em Êxodo 33.15, que se a presença de Deus não acompanhasse ele na peregrinação no deserto até a terra prometida, eles não sairiam do lugar. "Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar".

Quando o rei Davi celebrava, por ter trazido a arca da aliança de Deus para Jerusalém e a introduziu na tenda, foi dado ordem pela primeira vez a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos ao SENHOR (1 Cr 16.7).  E neste hino em 1 Crônicas 16.11, fala para buscarmos o poder de Deus e a sua presença perpetuamente. "Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença".


Da mesma forma que Satanás que é o autor de toda a rebelião não conseguiu permanecer na presença de Deus em pecado, ele desejou e tentou o homem a pecar, para também sair da presença de Deus. Pois em Jó 1.12, nos diz que ele não estar mais na presença do Altíssimo: "...E Satanás saiu da presença do SENHOR".  Em Apocalipse 12.7,8, nos mostra que por causa do seu pecado ele foi tirado da presença de Deus: "Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles".

O rei Davi no Salmo 16, demostra que a confiança e a felicidade do crente e a certeza da vida eterna, só é possível com a presença de Deus.  Pois, no verso 11, ele declara que na presença de Deus há abundância de alegrias. "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente".  

Houve um momento na vida do rei Davi, que esta alegria sumiu, pois, ele estava vivendo no pecado.  Acredito que Deus, também neste momento procurou por Davi, e poderia fazer a mesma pergunta que fez para Adão: "Onde estás Davi?".
Foi necessário Deus usar o profeta Natã, para ir até Davi depois dele ter estado com Bate-Seba, e ter revelado o seu pecado, só então, ele no Salmo 51, confessa o seu pecado, suplica o perdão e roga a Deus que lhe renove um espírito reto (v. 10). 

Ele sentiu a consequência do pecado e de estar fora da presença de Deus. A tristeza tomou o seu ser, e neste momento ele diz no verso 11: "Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito".  A certeza que temos que o pecado tinha lhe tirado a alegria que ele sentia no Salmos 16.11, é que no capítulo 51 e verso 12, ele pedi para Deus tornar a dar-me alegria. "Torna a dar-me alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário". 

Poderíamos ainda dizer que:

1- É impossível esconder-se da presença de Deus: Gn 3.8; Sl 139.7-12; Jr 23.24; Am 9.2; Jn 1.3,7;


2- É pavoroso a presença de Deus: Êx 19.16-18; Dt 33.2; Jz 5.4; Sl 18.7-16; 114.7; Is 64.1-3; Mq 1.3,4; Hc 3.3-6; Hb 12.21;

3- A presença do Senhor acompanhou a Israel: Êx 33.14,15; Is 63.9; e

4- Anjos e anciãos permanecem na presença do Senhor: Lc 1.19; Ap 5.8,11; 7.11.


Ficaremos por aqui para prosseguirmos para a segunda pergunta. 



2º) Quem te mostrou que estavas nu?

A segunda pergunta nos demostra que Deus queria motivar Adão e Eva para que façam uma auto-avaliação.

Adão e Eva falharam em não prestar atenção ao aviso de Deus registrado em 2.12,17.  Eles não compreenderam os motivos deste mandamento e assim escolheram agir da forma que melhor lhe parecia.
Quando Deus pergunta, Quem tinha mostrado para eles que estavam nus, era porque algo estava falando dentro deles, que eles tinham desobedecido ao seu criador.  Era a consciência humana que bradava dentro deles.

Existe uma passagem tremenda no Novo Testamento, que mostra uma mulher pecadora sendo acusada por uma multidão, porém, depois de um tempo, foram saindo um por um, e só restou a mulher e o Mestre Jesus.  "Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando pelos mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. (João 8:9)

O que fez aquelas pessoas saírem uma por uma depois que Jesus disse a maravilhosa frase: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra".  Suas próprias consciências foi quem os acusaram, ou seja, assim como estas pessoas e Adão e Eva, tinham a certeza que estavam nus diante de Deus.  

O Apóstolo Paulo, ao contrário de Adão e Eva, nos diz em Atos 23.1, que andava diante de Deus com "toda boa consciência", também em Atos 24.16, ele afirma que procura sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.  

Uma consciência inculpável é citada nas Escrituras como uma das nossas armas mais essenciais para uma vida e um ministério espirituais bem sucedidos, Paulo assim falou em 2 Co 1.12, "Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco". Como também em  1 Tm 1.19, "Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé".


Uma boa consciência inclui a libertade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações, em Salmos 32.1 diz que é "Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto". Expressa melhor ainda o Apóstolo Pedro quando diz em 1 Pedro 3.16: "Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo".

Quando uma boa consciência se corrompe, a fé, a vida de oração, a comunhão com Deus e um vida de boas obras são gravemente prejudicadas.  É por isso que foi registrado em Tito 1.15,16, a seguinte verdade: Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.

Quem rejeita a boa consciência terminará em naufrágio na fé como falou bem o Apóstolo Paulo em 1 Timóteo 1:19 Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.

Que a nossa consciência esteja sempre sendo ativada pelo Espírito Santo.  

Vejamos o que nos mostra a terceira pergunta.


3º) Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesse?




A terceira pergunta tinha a ideia de fazer com que Adão e Eva estivesse consciente da natureza do pecado.

"...Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

Gênesis 3:11"

Este foi o ato pelo qual fez Adão ter se escondido da presença de Deus e da sua consciência ter lhe acusado, a desobediência a uma ordem dada diretamente para ele em Gênesis 2.16-17, que diz: "E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás". E quando estava observando esta passagem, percebi um dos motivos porque Deus cobra o ato da desobediência diretamente a Adão, o motivo é que quando a ordem foi proferida, a mulher ainda não tinha sido criada, verificamos isto no verso 18: "Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea", ou seja, possivelmente, seguindo a ordem cronológica, Deus só tinha criado a mulher após ter dado a ordem para o homem.     

Pois bem, agora por causa da desobediência o homem é conhecedor da natureza do pecado.  Antes de falarmos sobre esta terrível natureza, que é o pecado, daremos uma rápida definição do termo pecado segundo Champlin, em sua Enciclopédia de bíblia, Teologia e Filosofia, volume 5.

Esta palavra que tem feito a criação, o homem e o Espírito Santo gemer (Rm 8.22,23,26), vem do grego, "amartia".  Este termo é derivado de uma raiz que indica "errar o alvo", "fracassar".  Trata-se do fracasso de não atingir um padrão conhecido, mas antes, desviando-se do mesmo.  Pecar é afastar-se daquilo que Deus considera a conduta ideal, do homem ideal, exemplificado em Jesus Cristo.

A Natureza do Pecado

1. O pecado é cósmico, ou seja, ele é relacionado a tudo o que há no universo, em sua natureza. Nenhum ser humano peca sozinho. O pecado sempre fará parte de uma rebelião cósmica contra Deus e contra a retidão.  I João 3.8 enfaticamente assevera que aquele que "prática pecado" é do diabo: "Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo".

Esse ser maligno é intitulado em II Co 4.4, como o "deus deste mundo". "nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus", e são muitos os seus súditos e escravos.  Foi necessário uma providência cósmica para remover o pecado, e o julgamento tomará conta disso.

2. Mas o pecado também é pessoal.  Embora as forças satânicas forneçam a agitação (Ef 6.11), o indivícuo é responsável pelas suas ações, e portanto, ele é convocado a arrepender-se.  O homem não pode alterar o quadro cósmico, mas pode ser pessoalmente redimido.

3. Sem importar se cósmico ou pessoal, o fato é que o pecado é, definitivamente, uma questão de rebeldia. O pecado tem por objetivo destruir uma alma eterna. "Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências (1 Pe 2.1).  O pecado é algo muito mais sério do que aquilo que gostamos de pensar a seu respeito.

4. Foi preciso a missão de Cristo para dar solução ao problema do pecado, conforme nos mostram em:

 Romanos 5.1, "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo";  

Colossenses 1.20, "e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

Efésios 1.10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;


Desse modo, o N.T. descreve o "pecado" sob boa variedade de modos, cada um deles com o uso de um quadro falado sobre o que isso significa.

Acrescentaremos também, sobre a natureza do pecado, as visões contidas no Manual Prático de Teologia, de Eduardo Joiner, sobre o Pelagianismo, Agostianismo e Semi-Pelagianismo.

Pelagianismo

O ensino pelagianismo versou, na maior parte, sobre a doutrina do pecado original. Pelágio e seus seguidores, Celstino e Júlio, ensinaram que a transgressão só pode existir no ato independente e pela livre vontade do indivíduo.  Negavam, portanto, o pecado original, e sua ofensa só prejudicara a si mesmo, e que seus descendentes nasciam exatamente na mesma condição moral. Diziam que a prevalecência do pecado em seus descendentes é o resultado deles seguirem o exemplo de Adão e, por um longo costume, este modo de vida torna-se um hábito natural.

Agostianismo

Porém, o teólogo Agostinho ensinou que todos pecaram em Adão e que todos eram aquele Adão.  A corrupção da natureza, ou seja, o pecado original principiando em Adão, era a concupisciência, a ascendência da carne sobre o espírito, introduzindo assim uma certa necessidade de pecar.  A corrupção, transmitida à posteridade do primeiro homem, tornou-os pecadores e culpados em si mesmos, bem como pecadores em Adão.

Semi-Pelagianismo

O Semi-Pelagianismo esforçou-se para mediar estes dois extremos. Ao passo que admitiu o pecado original, considerava as energias que restavam ao homem suficientes para que ele iniciasse a sua salvação, porém sustentava que a graça divina é absolutamente necessária para desenvolvê-la e aperfeiçoá-la.

A teoria Metodista, diz que o homem em si mesmo não tem poder para influenciar em nada em favor de sua salvação.

A doutrina Arminiana coloca-se de acordo com a bíblia ao ensinar que todos pecaram e precisam do resgate do novo Adão, Cristo.

Finalmente, podemos dizer sobre a doutrina do pecado original, que não há outra doutrina de nossa santíssima fé que reclame tão universal e irresistivelmente a confirmação da consciência e juízo comuns da humanidade.  Esta doutrina brilha por sua própria luz, ainda que a sua luz seja trevas.

A doutrina do pecado original está na raiz da doutrina da redenção por Jesus Cristo.


4º) Por que fizeste isto? 

No dia 11 de agosto de 2012, foi publicado no Jornal de Portugal Correio da Manhã, que um jovem de 19 anos, estava com vários amigos na praia ‘Caneiro dos Dois Irmãos’, em Gaia, local não vigiado, quando foi arrastado pela forte corrente.  E o que mim chamou atenção nessa triste história, foi quando os bombeiros encontraram o corpo, a sua mãe gritando olhando para o seu corpo disse: "Porque fizeste isto, meu filho? Tu não merecias este fim".  Realmente, observe que o jovem estava em um local proibido para estar, e com certeza quando a sua mãe falou esta frase, ela deve ter pensado: "porque ele desobedeceu os avisos de proibido tomar banho".

Quando Deus faz a terceira pergunta para Adão, ele tenta se justificar dizendo que a mulher que Deus tinha dado para ele foi quem fez ele comer. "Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi" (Gn 3.12).

E Deus se dirigiu a mulher e faz esta dura e profunda pergunta, por que fizeste isto?

Esta pergunta tem um sentido como se Deus tivesse dizendo para Eva que ela não tinha noção da consequência que perpetuaria por milênio, na criação e na humanidade.   

Porém, Deus com o seu infinito amor (João 3.16), durante a sentença dada ao diabo, Deus já declara que Jesus Cristo é a cura para o pecado (Gn 3.15), pois sua expiação apaga a dívida (At 3.19); e a santificação em Cristo transforma o pecador, para que seja um ser santo e celestial. E Deus é fiel e justo, conferindo esse imenso benefício aos homens que se submetem a ele, isto é, que exercem fé em Cristo e ao seu mundo eterno.


Se você aceitou Jesus como seu Salvador, as respostas para estas perguntas são maravilhosas:

1º Onde estás?

Você responde: estou com Cristo, pois a palavra diz:

"Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos (Mt 28.20);

2º) Quem te mostrou que estavas nu?

Se você estar se sentindo nu, Jesus tem uma veste para ti:

O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

Apocalipse 3:5

3º) Comeste tu da árvore que te ordenei que não comesse?

Para Adão foi negado comer a árvore da Vida, mas, para os vencedores o senhor te diz:

"...Ao que vencer, dar-lhe-ei acomer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus" (Ap 2.7b).  

4º) Por que fizeste isto? 

Deus diz, em sua palavra, por que você pecou, Eu fiz algo maravilhoso por você. Enviei o meu filho para te salvar:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que enviou o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Por Rivaldo Nascimento.

E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?
Gênesis 3:9